Comer a Paisagem — Escutar a Paisagem
Adriana João, Andreia Garcia, Antonina Nowacka, Ari.You.Ok Estação Cooperativa Casa Branca, Francisco Alves, Francesca Heart Francesco Ogliari — Tua Madre, Futuros do Passado — Alice Artur, Francisca Paiva, Joana Trindade Bento, Jacira da Conceição, Joana Bértholo, Lara Espirito Santo & George Macleod — SEM, Manuel Calado, Mariana Sanchez Salvador, Pousi, Rafael Toral, The Gramounce, Violeta Azevedo, Yuri Tuma — Institute for Post Natural Studies
Recordamos a edição de 2024 do Ponto d’Orvalho, que teve lugar em Montemor-o-Novo e no Montado do Freixo do Meio, nos dias 13, 14 e 15 de setembro. Esta edição expandiu a reflexão sobre ecologia, propondo novas práticas e modos de coexistência que regeneram e revitalizam os ecossistemas, através da escuta, da alimentação e da celebração da paisagem do montado alentejano.
Durante três dias, o festival configurou-se como um laboratório vivo, onde concertos, instalações, performances, DJ sets, experiências culinárias, caminhadas, workshops e conversas ativaram diferentes dimensões da nossa relação com a natureza, a arte e a ecologia.
A edição contou ainda com a participação de Aquela Kombucha, Ciclo Vinhos e Serra Oca, cuja presença amplificou o diálogo entre gastronomia e performance, proporcionando momentos de partilha sensorial e coletiva.


Em 2024, o Ponto d'Orvalho apresentou uma exploração curatorial em duas ramificações principais, cada uma abordando aspectos importantes da nossa relação com a natureza, a arte e a ecologia.
A primeira ramificação, "Escutar a Paisagem - Ecologias do Som", propõe a escuta como um meio essencial para aceder a novas formas de habitar o território. Esta abordagem enfrenta a atual crise ecológica, destacando a importância de desenvolver uma sensibilidade auditiva para as paisagens que nos rodeiam, reconhecendo o som como parte integrante da nossa interação com o meio ambiente.
A segunda ramificação, "Comer a Paisagem - Ecologias do Solo", coloca a alimentação e os alimentos no centro da discussão. Focamo-nos nas oportunidades e potencialidades dos nossos sistemas alimentares e na saúde do solo, entendidos tanto em termos mais-que-humanos como humanos. A saúde do solo e a qualidade dos alimentos como consequências diretas de bem-estar coletivo. A discussão abordará estratégias de regeneração dos sistemas alimentares, sublinhando a força vital da natureza e a importância de criar sinergias entre todos os organismos vivos, incluindo os humanos.



















































































































